Nove especialistas brasileiros em combate à contrafacção de moeda estão em Portugal para partilhar experiências. Duas semanas à procura dos truques usados pelos falsificadores.
O grupo é composto por nove pessoas, oriundas de três entidades: a Policia Federal, o Banco Central do Brasil e o Laboratório de Policia Criminal que, tal como cá, faz as perícias à autenticidade da moeda.
Durante 15 dias, visitam os respectivos congéneres portugueses e trocam experiências, nomeadamente no trabalho prático de laboratório, no despiste das cada vez mais engenhosas e bem conseguidas falsificações de moeda.
Aos brasileiros interessa obter informações sobre todas as moedas, mas em especial sobre o euro ou não fosse o Brasil um grande destino turístico para os europeus, sobretudo em vésperas dos Jogos Olímpicos que se irão realizar no Rio de Janeiro em 2014.
Para além disso, a contrafacção de moeda já é o terceiro crime económico federal que mais inquéritos tem no Brasil ultrapassado apenas pelas fraudes e contrabando.
A cooperação, agora em marcha, começou há exactamente um ano, com a ida de peritos da Judiciária e do Banco de Portugal ao Brasil para um colóquio sobre esta matéria e é enquadrada num projecto da União Europeia lançado em 2002, que visa proteger o euro, apoiando e formando autoridades de outros estados.
A título de exemplo a Espanha tem concretizado várias acções do género na América Latina que já terão resultado no desmantelamento de tipografias de moeda falsa na Colômbia e na Argentina.
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