quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ELEIÇOES GERAIS EM CABO VERDE, A 06 DE FEVEREIRO DE 2011

CABO VERDE VAI A VOTOS A 06 DE FEVEREIRO DE 2011

Serão no próximo Domingo, 06 de Fevereiro de 2011. Cabo Verde irá aos Votos e o povo escolherá por votação secreta os seus deputados e o Presidente da Republica convidará o Partido mais Votado para indicar quem será o Chefe de Governo para os próximos quatro anos!

As ruas estão coloridas com as cores dos Partidos, melhor, dos dois Maiores Partidos, os dois com vocação governamental. O PAICV, partido no poder e da Independência, pois  é o herdeiro do PAIGC e o MPD, o maior Partido da oposição, criado aquando da abertura Política, também já foi Governo. São os dois concorrentes de peso, até porque são eles os que candidataram em todos os círculos eleitorais, dentro e fora do País.

Na verdade, são cinco os Partidos concorrentes,  PAICV, MPD, UCID, PTS e PSD. Os três últimos apenas concorreram em alguns círculos, UCID que já foi o rosto da resistência ao Partido Único candidatou para cinco círculos eleitorais. O PTS, um dos mais novos partidos concorreram em três círculos. O PSD, porventura o menor de todos, em dois círculos, ambos na Ilha de Santiago.

Cabo Verde mais parece que está no Carnaval prolongado, é um SAMBA e um BATUQUE permanente e continuo nas ruas das cidades... Uma poluição sonora... que só terminará no dia 06 de Fevereiro, dia em que um dos dois maiores Partidos estará em festa e outro triste com a derrota resignará e iniciará a Oposição ao 
Governo e preparará para ”carregar as baterias” para a próxima eleição que será daí a quatro anos.

É mesmo um Carnaval Político,  Graças a Deus, a Democracia usa apenas palavras para tentar convencer aos populares a quem devem votar. Aqui e ali surgem alguns excessos, nada de grave, e como em todas as Democracias, os Tribunais e a CNE são chamados. As sequelas das eleições duraram mais alguns tempos para que sejam totalmente tratadas e cerradas… Os juízes entrarão em acção e cumprirão o seu papel fundamental.    

Esperando que tudo corra tal como tem sido desde que o Partido Único viu-se obrigado a se transformar e dar lugar a alternância política e saudável da Democracia, onde a propaganda política e a campanha eleitoral são as “armas” únicas do garante da Paz Social. Termino dizendo que:

PAICV é a sigla do Partido Africano da Independência de Cabo Verde
MPD é o Movimento Para a Democracia
UCID é a União Cabo-verdiana Independente e Democrática
PTS é o Partido de Trabalho e Solidariedade
PSD é o Partido Social Democrático Cabo-verdiano
CNE é a Comissão Nacional da Eleição
PAIGC é o Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde


João P. C. Furtado
Embaixador de Poetas del Mundo para Cabo Verde

Praia, 31 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

EDP doa bicicletas do World Bike Tour para Instituto Criança Cidadã


Na festa de aniversário de São Paulo, a comemoração ficou também com o Instituto Criança Cidadã (ICC), em Guarulhos, que recebeu 83 bicicletas do Grupo EDP.

A doação foi uma iniciativa da Companhia, que patrocinou a 3ª edição do Bike Tour São Paulo, maior passeio ciclístico em homenagem ao aniversário da Cidade, no dia 25 de janeiro.

A ação da empresa estimulou tanto os colaboradores que participaram do evento, quanto outros participantes a doar sua bicicleta utilizada no tradicional passeio.

Esta é a terceira vez que a EDP patrocina o evento Bike Tour São Paulo, mas é a primeira vez que seus profissionais decidiram pedalar pela solidariedade. Nos anos anteriores as bicicletas eram levadas para casa, neste ano, ao término do passeio, as bicicletas foram entregues aos representantes do Instituto Criança Cidadã.

                                   
A EDP Energias do Brasil, que adota a marca EDP, é a holding que consolida ativos de energia elétrica nas áreas de geração, comercialização e distribuição (EDP Bandeirante e EDP Escelsa). É controlada pela EDP Energias de Portugal.

O Instituto Criança Cidadã (ICC), criado em 1999, é uma instituição sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública federal, estadual e municipal e certificada como entidade beneficente de assistência social. A rede do ICC é composta por 15 Unidades Educacionais, que atendem mensalmente a mais de 5.500 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, por meio de quatro projetos sócio-educativos: Transmitindo Cidadania, Gerando Talentos, Manancial de Produção e Nossa Comunidade.

A missão do ICC é investir na formação de futuras gerações, promovendo a educação, a cultura e a assistência à criança e ao adolescente, garantindo o exercício de sua cidadania e propiciando o desenvolvimento comunitário com projetos de excelência centrado em uma pedagogia que contribua de forma significativa para o desenvolvimento integral de todos os atendidos.

Pela liberdade e democracia para os egípcios contra a ditadura - Solidariedade Internacional

Caros amigos,




Manifestantes egípcios corajosos irão determinar o que irá prevalecer no Egito e região: a tirania ou a democracia. Eles apelaram para a solidariedade internacinonal – vamos demonstrar um apoio massivo e pedir para os nossos governos apoiarem eles também:

Milhões de egípcios corajosos estão enfrentando uma escolha crítica. Milhares foram presos, feridos e mortos nos últimos dias. Mas se eles insistirem em se manifestar de forma pacífica, eles poderão acabar com décadas de tirania.

Os manifestantes apelaram para a solidariedade internacional, mas a ditadura sabe que a união faz a força em um momento como este, portanto eles estão desesperadamente tentando isolar os egípcios do resto do mundo e desunir a população completamente, bloqueando a internet e telefones celulares.

Redes via satelite e rádio ainda podem driblar o apagão do regime -- vamos inundar estes canais de comunicação com um chamado de solidariedade para mostrar aos egípcios que estamos com eles, e que nós exigiremos um posicionamento dos nossos governos para apoiá-los também. A situação está por um fio -– cada hora conta -- clique abaixo para assinar a mensagem de solidariedade e depois encaminhe este email:

https://secure.avaaz.org/po/democracy_for_egypt/?vl

O poder popular está se espalhando pelo Oriente Médio. Em dias, manifestantes pacíficos derrubaram a ditadura de 30 anos da Tunísia. Agora os protestos estão se espalhando para o Egito, Iêmen, Jordânia e além. Isso pode se tornar a derrubada do muro de Berlim do mundo árabe. Se a tirania for derrubada no Egito, uma onda democrática poderá se espalhar por toda a região.

O ditador egípcio Hosni Mubarak tentou esmagar os protestos. Mas os protestos continuam, com uma coragem e determinação incríveis.

Há momentos no planeta em que a história é escrita não pelos poderosos, mas pelo povo. Este é um deles. As ações dos egípcios nas próximas horas terão um efeito massivo no seu país, região e no mundo. Vamos congratulá-los com um manifesto de solidariedade, mostrando que estamos ao lado deles nesta luta:

https://secure.avaaz.org/po/democracy_for_egypt/?vl

A família de Mubarak já fugiu do país, mas neste fim de semana, ele colocou o exército nas ruas. Ele prometeu tolerância zero para o que ele chama de “caos”. De qualquer forma, a história será escrita nos próximos dias. Vamos usar este momento como exemplo para cada ditador no planeta, mostrando que eles não vão durar, frente à coragem de um povo unido.

Com esperança e admiração pelo povo egípcio,

Ricken, Rewan, Ben, Graziela, Alice, Kien e toda a equipe da Avaaz

Leia mais:

Manifestantes convocam greve geral e passeata apesar de gestos de Mubarak:
http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-12303564

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hUh7xjPXnWCoxDJyBSUwcsBNxeGw?docId=CNG.89d0ef788bc15f982b5143260ae6befb.21

Egito está "no início de uma nova era", diz ElBaradei:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gJfTYJ6h7PZmJasIeyRiFiAswLfg?docId=CNG.d5e7dd1f2e7c4521a8354284c972c2e1.301

Egito: Continua a contestação ao regime:
http://pt.euronews.net/2011/01/31/egito-continua-a-contestacao-ao-regime/


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Responsabilidade social como forma de combate à exclusão




Por: Vanessa Carmina Bueno - advogada e colaboradora da Associação Lusofonia Cultura e Cidadania
Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania (ALCC)

Depois de uma breve introdução sobre exclusão social e associativismo imigrante, esta apresentação visa abordar a responsabilidade social como forma de combate à exclusão, tomando a Associação Lusofonia Cultura e Cidadania (ALCC) como estudo de caso.

A Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania, ALCC é uma associação sem fins lucrativos, que iniciou as suas actividades em 2000, e que foi constituída legalmente em 2007, mantendo o objectivo inicial de dar apoio aos imigrantes de língua portuguesa, em Portugal.
Nasceu da vontade de intervir em situações que envolvessem imigrantes lusófonos com a finalidade de promover a integração legal e social desta população.

Desde o inicio, a ALCC tem buscado soluções e alternativas para promover a inserção do imigrante na sociedade, e para facilitar o seu acesso aos serviços necessários à sua sobrevivência, tais como: saúde, inserção social, trabalho, entre outros.

A ALCC procura dentro de seu espaço de acção, criar na população um sentimento de pertença a comunidade local, que promova uma integração com a cidadania, e que venha a gerar conceitos de direitos e deveres a todos aqueles que escolheram Portugal como país de residência.
Para isso, a ALCC utiliza diversas técnicas para sensibilizar, esclarecer, divulgar, promover e transmitir conhecimentos sobre várias temáticas como: Cidadania e Inclusão, Empreendedorismo, Formação, Igualdade de Oportunidades, especificamente Género e Imigração.

1. Exclusão Social

O ano de 2010 foi escolhido como o ano Europeu do combate à Pobreza e Exclusão Social, e quando falamos em exclusão, as causas deste estado podem ser variadas e vão desde não ter dinheiro suficiente para se alimentar ou vestir, ter uma habitação sem condições ou não ter mesmo uma casa ou ainda ter opções de vida limitadas que possam levar à exclusão social.

E estas situações não afectam apenas o bem-estar das pessoas, limitam também a sua capacidade de intervenção cívica e prejudicam o desenvolvimento económico de cada país.
A pobreza não é somente “ter ou não ter”, é uma questão de bem-estar, é a pobreza de felicidade, é uma pobreza complexa, que cada pessoa poderá apresentar de forma diferente.

A exclusão não é um fenómeno de ordem individual, e nem sempre ocorre de uma pobreza voluntária, pois é um fenómeno social cuja origem deve ser enquadrada nos princípios de funcionamento das sociedades modernas.

A exclusão é um processo em curso que afecta cada vez mais pessoas e se tem vindo a expandir, com novas formas e identidades.
O problema da exclusão é inerente a exclusão social, cultural e cívica, por isso a importância de sensibilizar a todos e mostrar que existe uma responsabilidade colectiva e que todos têm um papel a desempenhar no actual cenário.

É preciso um reconhecimento dos direitos das pessoas em situação de pobreza e exclusão social para que elas possam viver com dignidade e participar plenamente na sociedade. É preciso existir um sentimento de pertença colectiva relativamente às políticas de inclusão social, salientando a responsabilidade de todos na resolução da pobreza e da marginalização.
Para promover uma sociedade mais coesa, é preciso um sentimento de compromisso de todos os indivíduos, porque um progresso real requer um esforço a longo prazo que envolva todos os níveis de governação.

Portanto, é preciso unir forças e desenvolver iniciativas, seja iniciativa do Estado ou da Sociedade Civil.
O trabalho Associativo, por exemplo, é um instrumento fundamental para desenvolver actividades e campanhas de sensibilização neste âmbito.
Trabalhar a inclusão social das pessoas é garantir-lhes um melhor acesso à participação aos processos de tomada de decisão que afectam a sua vida e um melhor acesso aos direitos fundamentais.

2. Associativismo Imigrante

O movimento associativo imigrante tem um papel relevante no Estado português, no contributo para a definição de políticas públicas sobre imigração e na construção de uma sociedade intercultural, com o objectivo de preservar a identidade cultural de origem e integração na sociedade de acolhimento.
A promoção da interculturalidade, que basicamente trabalha no sentido de integrar e incluir os imigrantes na sociedade portuguesa, visa o conhecimento das diferentes culturas e religiões e da construção de uma atitude de respeito mútuo e de afecto pela diversidade, quer dentro das fronteiras nacionais, quer na relação de Portugal com o mundo.

Em Portugal o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural – ACIDI, desenvolve várias acções de sensibilização, estudos sobre as temáticas da imigração diálogo intercultural e juntamente com as várias associações de imigrantes busca desenvolver uma cidadania activa, aberta ao mundo, que respeita a diversidade cultural e o sentimento de pertença a Portugal.
Cabe ressaltar o importante trabalho das associações como interventoras e dinamizadoras das políticas sociais no combate a exclusão social, pois juntamente com o Governo, Parceiros Privados e Voluntários buscam recursos para que possam atender as necessidades básicas dos indivíduos.

3. Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania no combate à exclusão social

A Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania, ALCC é uma associação sem fins lucrativos, que iniciou as suas actividades em 2000, e que foi constituída legalmente em 2007, mantendo o objectivo inicial de dar apoio aos imigrantes de língua portuguesa, em Portugal.
Nasceu da vontade de intervir em situações que envolvessem imigrantes lusófonos com a finalidade de promover a integração legal e social desta população.

Desde o inicio, a ALCC tem buscado soluções e alternativas para promover a inserção do imigrante na sociedade, e para facilitar o seu acesso aos serviços necessários à sua sobrevivência, tais como: saúde, inserção social, trabalho, entre outros.
A ALCC procura dentro de seu espaço de acção, criar na população um sentimento de pertença a comunidade local, que promova uma integração com a cidadania, e que venha a gerar conceitos de direitos e deveres a todos aqueles que escolheram Portugal como país de residência.
Para isso, a ALCC utiliza diversas técnicas para sensibilizar, esclarecer, divulgar, promover e transmitir conhecimentos sobre várias temáticas como: Cidadania e Inclusão, Empreendedorismo, Formação, Igualdade de Oportunidades, especificamente Género e Imigração.
Visando minimizar as dificuldades, a ALCC oferece atendimento e acompanhamento psicossocial, que dão acesso aos imigrantes a serviços e consultorias com Advogada, Assistente Social e Psicóloga tanto a nível individual como familiar.

Além dos atendimentos a ALCC desenvolve projectos de responsabilidade social, tais como: Projecto de Intervenção Social, Projecto “Rede Cidadã” que acolhe e atende vitímas de violência doméstica, Projecto “ALCC vai até você” que visa informar os imigrantes sobre as leis de imigração, Projectos com idosos e crianças locais, Doações de roupas e mobiliários, Informações sobre Saúde e prevenção de doenças, Divulgação de cursos e formações, e.o

Bibliografia

Associativismo Imigrante, número especial bilingue de Migrações, revista on-line e impressa do Observatório de Imigração/Journal of the Immigration Observatory www.oi.acidi.gov.pt, coordenação editorial de Ana Paula Beja Horta (2010). Observatório da Imigração, ACIDI I.P., Lisboa

2010. Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, Revista Escolhas, n°15 (Junho de 2010). www.programaescolhas.pt, ACIDI I.P., Lisboa

ACIDI (2010), Interculturalidade. Uma realidade em Portugal? Revista B-i, n°83 (Agosto de 2010)

http://sites.google.com/site/geographiesofinclusion/NotasBiograficas


Nilzete Pacheco
Fundadora da Associação Lusofonia Cultura e Cidadania - ALCC
Associação de Imigrantes
Actual Presidente de direção
Gestora de Projectos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A contestação de Belo Monte ou o primeiro teste da governação da nova Presidente do Brasil

Leia editorial do Estadão:

A ação ajuizada pelo Ministério Público Federal do Pará para anular a licença concedida pelo Ibama para a construção do canteiro de obras e realização de obras de melhoria nas estradas de acesso à futura Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, é mais um questionamento de um projeto polêmico e de viabilidade econômica e técnica discutível, mas que o governo quer tornar irreversível. 

 Na sua pressa, que beira a irresponsabilidade, o governo - de Lula e agora o de Dilma - vem forçando o Ibama a aprovar as licenças necessárias, o que já provocou várias substituições de dirigentes do órgão.

A troca mais recente aconteceu há pouco. Na primeira semana de seu mandato, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para discutir o andamento do projeto e decidiram que o Ibama deveria acelerar o licenciamento da instalação do canteiro de obras. Pouco depois, o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, pediu demissão. Foi seu substituto interino, Américo Ribeiro Tunes, quem assinou, na quarta-feira passada, a licença prévia para a montagem da área de trabalho para a construção da usina.

O governo tinha pressa porque, se o canteiro não for instalado até março, isso só será possível no ano que vem, por causa do regime de chuvas da região. O adiamento implicaria atraso de um ano no cronograma da obra e, consequentemente, no início de operação da usina - que teria de ser adiado de 2015 para 2016.

Oficialmente, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, o Ibama precisa emitir três licenças, em diferentes etapas do projeto de Belo Monte. A primeira, a licença prévia, foi concedida no primeiro semestre do ano e permitiu a realização do leilão no qual foi escolhido o consórcio responsável pela construção e operação da usina. A segunda, chamada licença de instalação e aguardada para os próximos dias, de acordo com o ministro de Minas e Energia, permitirá o início das obras. A terceira, a licença de operação, antecederá o início da produção comercial de energia em Belo Monte, daqui a alguns anos.

A que acaba de ser concedida não é nenhuma dessas. Trata-se de uma “licença de instalação específica”, cuja emissão, segundo declarou o presidente do Ibama ao jornal O Globo, teve o parecer favorável do departamento jurídico do órgão e da Advocacia-Geral da União (AGU). O Ministério Público Federal considera, porém, que a legislação não prevê a licença de instalação parcial, razão pela qual decidiu contestar na Justiça sua concessão. Além disso, lembram os procuradores, ao conceder a licença prévia de Belo Monte, o Ibama a vinculou ao cumprimento, pelo consórcio vencedor, de 40 condicionantes para a execução das obras. Nenhuma delas foi cumprida até agora.

Deve-se destacar que este é apenas um dos muitos questionamentos da usina no Rio Xingu. Empresas especializadas têm dúvidas sobre o real custo da obra, estimado em R$ 19 bilhões pelo governo, mas calculado em pelo menos R$ 30 bilhões por empresas privadas do setor. Como há dúvidas sobre o preço da obra, há também sobre o custo da energia que ali será produzida.

Apresentada pelo governo como a terceira maior usina do mundo - atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacional Itaipu - com capacidade total instalada de 11.233,1 megawatts (MW), a usina de Belo Monte, no entanto, raramente produzirá no limite da capacidade. Por operar no sistema chamado de fio d”água, a usina terá sua produção condicionada ao regime do Xingu. Por isso, sua capacidade assegurada é de 4.571 MW médios, bem menor do que a máxima.

Embora mais de uma dezena de empresas privadas participem do capital da sociedade que se responsabilizará pela obra e pela operação da usina, é esmagadoramente majoritária a participação de capital estatal nela. Cerca de dois terços do capital provêm de órgãos ou empresas públicas. O envolvimento de dinheiro público e o interesse político do governo poderão até levar à conclusão da usina de Belo Monte, mas o desconhecido custo de sua construção e da energia que ela vai produzir certamente será pago pela sociedade.

 Por Reinaldo Azevedo

PASCUA LAMA, CHILE - ESTE É O NOME DE UM GIGANTESCO CRIME AMBIENTAL E DE SAQUE QUE A GANÂNCIA DE UMA MULTINACIONAL DOS EUA, LIGADA A BUSH PAI, SE PREPARA PARA COMETER. DENUNCIEMOS E LUTEMOS!

STE NOSSO BLOG-REVISTA PRÓ-CIVITAS CONTINUA SENDO UMA  PRAÇA CÍVICA, UM FORUM DE LIBERDADE, DE VIGILÂNCIA, DENÚNCIA E LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS E PELA DEFESA DOS EQUILÍBRIOS DOS ECO-SISTEMAS NATURAIS DA NOSSA "NAVE ESPACIAL" - TERRA - NA QUAL SOMOS, SIMULTÂNEAMENTE, VIAJANTES TEMPORÁRIOS E TRIPULANTES RESPONSÁVEIS PARA ENTREGAR "ESTA BELA NAVE AZUL", QUE RECEBEMOS COMO LEGADO, EM MELHORES CONDIÇÕES DE VIAGEM SEGURA PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS, DO QUE AQUELAS EM QUE A RECEBEMOS.

NÃO PODEMOS ACEITAR E ADMITIR QUE TODA A VIDA DO NOSSO PLANETA CONTINUE A SER ASSASSINADA E AMEAÇADA POR PODEROSOS PREDADORES, GANANCIOSOS E ESTÚPIDOS CLEPTÓMANOS, QUE JAMAIS SE IMPORTARÃO COM SEUS PRÓPRIOS FILHOS, NETOS E BISNETOS, PORQUE ATÉ ESTÃO DISPOSTOS A ROUBAR A SUA PRÓPRIA MÃE - TERRA, SEM ESCRÚPULOS, CRIMINOSAMENTE, PORQUE CONTINUAM A COMPRAR A SUA IMPUNIDADE AOS GOVERNANTES CORRUPTOS QUE TUDO ESTÃO DISPOSTOS A VENDER, ATÉ A SUA PRÓPRIA PÁTRIA.

POR ISSO, AQUI DAMOS VOZ, HOJE, A ESTA DENÚNCIA E NOS JUNTAMOS À LUTA CONTRA O CRIME "PASCUA LAMA", QUE SE PREPARA PARA VIOLAR, ENVENENAR E CONDENAR OS BELOS GLACIARES DO CHILE, PELA AMBIÇÃO DO OURO, DA PRATA , DO URÂNIO E DE OUTROS METAIS ALI ABUNDANTES A GRANDE PROFUNDIDADE, AINDA QUE AS POPULAÇÕES HUMANAS E TODOS OS OUTROS SERES VIVOS, INCLUINDO OS PRÓPRIOS GLACIARES - UMA DAS MAIORES RESERVAS DE ÁGUA PURA DO PLANETA -  FIQUEM GRAVEMENTE AMEAÇADAS NA SUA SOBREVIVÊNCIA.

DAMOS A VOZ AOS NOSSOS AMIGOS CHILENOS E ARGENTINOS, ESCUTANDO-OS NO FUNDO DAS NOSSAS ALMAS FRATERNAIS E SOLIDÁRIAS, EM SUA PRÓPRIA LÍNGUA QUE, SENDO NESTE CASO UM CHORO E UM GRITO DE REVOLTA E PROTESTO, BEM ENTENDEREMOS COMO SE FOSSE NA NOSSA PRÓPRIA LÍNGUA.
Carlos Morais dos Santos


Grandísimos depósitos de oro, plata y otros minerales han sido encontrados bajos los glaciares.

Para llegar hasta ellos será necesario quebrar y destruir los glaciares -algo nunca concebido en la historia del mundo- y hacer 2 grandísimos huecos, cada uno tan grande como una montaña, uno para la 
extracción y otro para el deshecho de la mina.





El proyecto se llama PASCUA LAMA. La compañía se llama Barrick Gold. 
La operación esta siendo planeada por una multinacional de la cual 
es miembro George Bush padre...
Ballena blanca

El gobierno Chileno ha aprobado el proyecto para que empiece este año. 
La Única razón por la cual no ha empezado aún, es porque los campesinos han obtenido un aplazamiento.
 
Morsas

Si destruyen los glaciares, no solamente destruirán la fuente de un agua especialmente pura, contaminarán permanentemente los 2 ríos de tal forma que nunca volverán a ser aptos para consumo de humanos y animales debido al uso de cianuro y ácido sulfúrico en el proceso de extracción del mineral.
Web Bug from  http://www.argentinamining.com/site/images/PASCUA_project.jpg

Hasta el último gramo de oro será enviado a la multinacional en el extranjero y ni uno le quedará a la gente a quien le pertenece esta tierra .

A ellos sólo les quedará el agua envenenada y las enfermedades consiguientes. Los campesinos llevan bastante tiempo peleando por su tierra, pero no han podido recurrir a la TV por una prohibición del Ministerio del Interior.
Narval

Su única esperanza para frenar este proyecto 
es obtener ayuda de la justicia Internacional.
 
Ballena azul

El mundo debe enterarse de lo que esta pasando en Chile ... 
El lugar por donde empezar a cambiar el mundo es nuestro lugar.
Se ruega a la persona que reciba este mensaje 
mandarlo a noapascualama@ yahoo.ca, para que sea remitido 
al gobierno Chileno.
ElÁrtico

No a la mina abierta Pascua Lama en la cordillera andina 
sobre la Frontera entre Chile-Argentina.
Zorroártico

Pedimos al gobierno Chileno que no autorice el proyecto Pascua Lama para proteger la totalidad de 2 glaciares, la pureza del agua de los valles de San Félix y El Tránsito, la calidad de la tierra cultivable en la Región de Atacama y la calidad de vida de la gente afectada de la Región. 
   ... y  porque atrás vienen los nuestros pues la presidenta vetó la Ley de Glaciares.
NÃO DEIXE DE VER ESTES 3 VÍDEOS E, DEPOIS, FAÇA A SUA PARTE, ENVOLVA-SE LUTANDO, HOJE PELO CHILE E PELA ARGENTINA, AMANHÃ PELO BRASIL, PELA AMÉRICA LATINA, PELA ÀFRICA, PELA ÀSIA, PELO MUNDO, PELO PLANETA, SUA BIODIVERSIDADE E SEU ECO-EQUILÍBRIO, E... POR TODOS NÓS !







sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

AVAAZ, A MAIOR ONG MUNDIAL INDEPENDENTE QUE LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS E PELAS POSIÇÕES CÍVICAS DA SOCIEDADE GLOBAL, INTENSIFICA CAMPANHA CONTRA O LESIVO PROJETO BELO MONTE

Caros amigos de todo Brasil,

Chegou a hora de agirmos! O governo brasileiro acaba de aprovar uma licença “parcial” que libera a derrubada de árvores para iniciar o canteiro de obras para a construção da usina de Belo Monte.

A decisão já teve forte repercussão, o Ministério Público Federal no Pará declarou que a licença é ilegal e não poderia ser emitida sem o cumprimento das condicionantes ambientais. Mas a Presidente Dilma está se fazendo de surda.

Somente uma mostra da indignação geral de brasileiros de todo o país conseguirá persuadir ela a revogar a licença. Nós sabemos que a pressão funciona! Se um número suficiente de pessoas ligarem para a Dilma, poderemos ajudar a proteger a nossa preciosa floresta e conseguir a revogação da licença ilegal. Se não agirmos, a floresta começará a ser derrubada, a construção dos canteiros de obra iniciará e ficará cada vez mais difícil reverter esse quadro.

Vamos inundar o gabinete da Dilma com telefonemas hoje, mostrando que estamos atentos e prontos para impedir a destruição do Rio Xingu.

Só leva alguns minutos.

Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403

Veja algumas sugestões do que falar ao telefone. Lembre-se de se apresentar e ser educado:
  • Peça a revogação imediata da licença parcial concedida esta quarta-feira e pare o andamento do projeto
  • Cite a renúncia do Presidente do IBAMA e o processo do Ministério Público Federal declarando a ilegalidade da licença
  • Peça investimento em eficiência energética e fontes verdadeiramente limpas que não causam uma devastação ambiental
  • De acordo com a lei brasileira e internacional, o governo tem a obrigação de proteger os direitos básicos das populações indígenas e comunidades locais
  • Mencione a petição para parar Belo Monte com mais de 385.000 nomes, dizendo que esperamos que ela ouça a população
Duas semanas atrás o ex-Presidente do IBAMA renunciou ao cargo, se recusando a ceder a pressão política para emitir a licença de construção de Belo Monte. Mas o governo rapidamente apontou Américo Ribeiro Tunes, um substituto leal que caladamente assinou a licença pouco depois de assumir o cargo.

Porém, a pressão está aumentando por vários lados. O Ministério Público Federal no Pará está comprometido a entrar na justiça para parar Belo Monte, líderes indígenas estão voando do Pará para se reunir com o governo e a nossa petição de 385.000 nomes será entregue em Brasília.

Vamos mostrar a nossa indignação! Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403. Juntos nós podemos proteger a Amazônia. Depois de ligar escreva para portugues@avaaz.org para contarmos o número de ligações.

Para fortalecer a nossa ação, ligue também para a Ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira: (61) 2028-1057 or (61) 2028-1289, peça para ela parar de se omitir, fazer o seu trabalho e impedir este desastre ambiental.

Com esperança,

Luis, Alice, Graziela, Ricken, Ben, Maria, Pascal e toda a equipe da Avaaz

PS. Se você ainda não assinou a petição contra Belo Monte, assine aqui: http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Fontes:

MPF vai à Justiça contra licença precária de Belo Monte:
http://www.prpa.mpf.gov.br/news/2011/mpf-vai-a-justica-contra-licenca-precaria-de-belo-monte

MPF questiona licença de Belo Monte na Justiça:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110128/not_imp672110,0.php

Belo Monte: licença parcial não existe:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/27/belo-monte-licenca-parcial-nao-existe-359392.asp

ONGs protestam e chamam licença parcial de Belo Monte de crime:
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/01/27/ongs-protestam-e-chamam-licenca-parcial-de-belo-monte-de-crime/

Reação em cadeia contra a licença a Belo Monte:
http://colunas.epocanegocios.globo.com/empresaverde/2011/01/27/reacao-em-cadeia-contra-a-licenca-a-belo-monte/

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Portugal é o 22.º país mais globalizado do mundo


De acordo com um estudo denominado Winning in a polycentric world, da consultora Ernst & Young e da revista The Economist, Portugal ocupa o 22.º lugar da lista de países mais globalizados do mundo, à frente de grandes potências como os Estados Unidos (28.º lugar), China (39.º) e Brasil (46.º).

O primeiro lugar da lista é ocupado por Hong Kong, seguido da Irlanda e Singapura. Já os últimos classificados são o Irão, Argélia e Venezuela.

O relatório da Ernst & Young estabelece o ranking dos 60 países mais globalizados, com base em indicadores agrupados em cinco grandes categorias (abertura ao comércio, movimentos de capital, intercâmbio de tecnologias, mercado de trabalho e integração cultural).

Cavaco Silva reeleito Presidente da República Portuguesa

Cavaco Silva, que se reelegeu presidente de Portugal


Com 52,94% dos votos expressos (2,23 milhões de eleitores), o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, foi reeleito para um segundo mandato de cinco anos nas eleições realizadas no domingo passado.

Com 19,75% (832 mil votos),  Manuel Alegre, candidato do Partido Socialista (PS), que governa Portugal, não alcançou o seu objectivo de obrigar Cavaco a disputar uma segunda volta.

No Brasil, o actual presidente obteve o voto de quatro em cada cinco eleitores. Veja aqui os números detalhados das eleições deste domingo:


Resultados das eleições presidenciais de 2011:

1. Cavaco Silva: 52,94% (2,23 milhões de votos)

2. Manuel Alegre: 19,75% (832 mil votos)

3. Fernando Nobre: 14,1% (594 mil votos)

4. Francisco Lopes: 7,14% (301 mil votos)

5. José Coelho: 4,5% (189 mil votos)

6. Defensor Moura: 1,57% (66 mil votos)

Votos em branco: 191 mil; Votos nulos: 87 mil;

Eleitores inscritos: 9.629.630; Eleitores votantes: 4.489.904 Abstenção: 53,37%

Pela união e defesa de um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.

Caros amigos,

"O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para pôr fim a estes crimes monstruosos. O governo sul africando finalmente está respondendo -- vamos apoiá-las. Assine a petição e divulgue para os seus amigos!


Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive

Infelizmente Millicent não é a únca, este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.

De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, o Ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas.

Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo -- se um grande número de pessoas aderirem, conseguiremos amplificar e escalar esta campanha, levando-a diretamente ao Presidente Zuma, autoridade máxima na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e proteção para os sobreviventes. Assine a petição agora e compartilhe -- nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na Cidade do Cabo:

https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl

A África do Sul, chamada de Nação Arco-Íris, é reverenciada globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi o primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação baseada na sexualidade. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio da impunidade.

O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”.

A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens marginalizados, indiferença da comunidade -- e mais do que tudo -- os poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da polícia e a impunidade.

Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. Se o mundo todo aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso nacional para combater o “estupro corretivo”:

https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl

Está é uma batalha da pobreza, do machismo e da homofobia. Acabar com a cultura do estupro requere uma liderança ousada e ações direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais relacionados a orientação sexual.

Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais cruciais e iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul. Assine agora e depois divulgue:

https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl

Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, na Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da AIDS que estava tomando o país. Vamos nos unir agora e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.

Com esperança e determinação,

Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz

Leia mais:

Mulheres homossexuais sofrem 'estupro corretivo' na África do Sul:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/09/mulheres-homossexuais-sofrem-estupro-corretivo-na-africa-do-sul-915119997.asp

ONG ActionAid afirma que "estupros corretivos" de lésbicas na África do Sul estão aumentando:
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2010/03/22/243215-ong-actionaid-afirma-que-estupros-corretivos-de-lesbicas-na-africa-do-sul-estao-aumentando

Acusados de matar atleta lésbica são julgados na África do Sul:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,acusados-de-matar-atleta-lesbica-sao-julgados-na-africa-do-sul,410234,0.htm


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sábado, 15 de janeiro de 2011

AMAZÓNIA - MAIS UMA AMEAÇA DE UM GRANDE DESASTRE ECOLÓGICO

Na nossa qualidade de Membro da AAVAZ, não podemos deixar de transcrecer mais um apelo de campanha que esta grande organização de cidadania mundial - a mais importante do mundo - está a promover e que nós aqui reproduzimos, como é nosso dever e fazemos habitualmente.
C.M.S.

A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter

Caros amigos,


O Presidente do IBAMA se demitiu ontem sob forte pressão para permitir a construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas. Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies -- assine a petição para Presidente Dilma contra a barragem e pedindo eficiência energética:

Assine a petição!



O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?cl=909517409&v=8167

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?cl=909517409&v=8167

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.

Com esperança

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz

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O TRIUNFO DA INSENSATEZ CONTRA A VIDA

AS ENXURRADAS DA DESTRUIÇÃO E DA MORTE E O TRIUNFO DA INSENSATZ CONTRA A VIDA



Não resistimos em dar a conhecer aos nossos leitores de todo o "universo Lusófono" e de outros países, um artigo publicado no dia 13 deste mês no importante jornal brasileiro O GLOBO, que nos foi enviado pelo nosso amigo Diretor/Editor no Brasil, membro do nosso "Conselho Editorial", Dr. Rubens Barros de Azevedo, transcrevendo-o e, assim, ampliando a difusão  da reflexão séria e avisada que a jornalista Miriam Leitão, escreveu a propósito das grandes calamidades causadas pelas chuvas e enxurradas intensas que estão a causar uma enorme tragédia em várias regiões do Brasil e por todo o mundo.

Todos sabemos que estas tragédias têm vindo a acontecer cada vez mais frequentemente e com maior grandeza e intensidade por todo o lado deste planeta, que continua a sofrer da incomensurável destruição assassina da insensatez humana que não deixa de dar prioridade à ganância e à corrupção de princípios e valores, mesmo aos mais altos níveis da governação das nações e sabendo conscientemente que estão a atentar contra toda a vida do planeta e de toda a biodiversidade que nele vive.

Os interesses privados de curto prazo continuam a sobrepor-se aos interesses públicos a favor da continuação da vida e da sustentabilidade do planeta - de que somos hóspedes temporários com a obrigação de o deixar melhor e mais saudável aos nossos filhos e sucessores.

As "Corporações do Mal", contiuam a Explorar e a destruir estupidamente tudo, mesmo perante as evidências e as denúncias que os cientistas e a opinião pública da cidadania mundial vão apresentando e mostrando de que o grau de devastação já compromete a vida no planeta a curto prazo - ou seja, já vai atingir muitos filhos e netos das gerações actuais - mostrando que a dimensão da ganância e estupidez já ultrapassa e contradiz, a própria noção de que o homem é um Ser racional, pois continua a insistir em levar por diante intervenções com objetivos de lucros fáceis e rápidos em decisões cujos custos e resultados materiais que originam tantos problemas, são custos bem mais elevados aos custos e resultados de soluções que emendariam os erros cometidos, ou que, desde logo, respeitariam os equilíbrios dos nossos eco-sistemas naturais e ofereceriam bem mais vantagens emediatas e futuras.

E os erros continuam a cometer-se e vão acumulando-se as ameaças, as tragédias, que semeiam a morte, a destruição, apesar de as ciências e as tecnologias para se corrigirem erros passados e acumulados e se inverterem os paradigmas que criam os problemas, já existirem para se encontrarem as soluções.

MAS PARECE QUE OS MAIS ALTOS RESPONSÁVEIS DA VIDA PÚBLICA, DA GOVERNAÇÃO E DA ECONOMIA, ISTO É, POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS, CONTINUAM A DEMONSTRAR A INSENSATEZ E A GANÂNCIA DE PREFERIREM OS LUCROS EFÉMEROS DOS PROBLEMAS, DO QUE AS VANTAGENS DURADOIRAS E SUSTENTÁVEIS DAS INTELIGENTES SOLUÇÕES. 

É O TRIUNFO DA INSENSATEZ CONTRA A VIDA PELA ANTI-ECONOMIA DO TERROR !

Carlos Morais dos Santos
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O GLOBO - 13.01.2011
Miriam Leitão

Questão de tempo

Chuvas despencam em volume espantoso sobre áreas do Sudeste, fazendo mais de duas centenas de mortos só na Região Serrana do Rio. Na Austrália, vive-se a maior enxurrada em 120 anos. O Ibama passa por mais uma crise — a terceira — provocada pela exigência de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte. Assuntos separados? Não, partes da mesma insensatez.

Os cientistas estão avisando há tempos que os fenômenos naturais, que sempre estiveram conosco, como tempestades e secas, vão acontecer com mais frequência e com mais intensidade. No ano passado, o caudaloso, abundante e aparentemente infinito Rio Negro, na Amazônia, enfrentou uma seca que o transfigurou. As imagens que chegavam de seu leito seco em algumas áreas eram inacreditáveis para quem já o viu na cheia. Como outros rios amazônicos, ele tem oscilações fortes de volume de água, mas o extremo a que chegou na seca do ano passado foi impressionante. Anos atrás, uma seca na Amazônia exibiu o solo da região mais úmida do Brasil rachada como se fosse o Nordeste. É nessa região que o governo pretende construir a maioria das 61 novas usinas hidrelétricas, que, segundo matéria publicada no GLOBO, vão provocar o desmatamento de 5.300 km de florestas só nas áreas dos reservatórios e das linhas de transmissão. Uma dessas usinas é a mais emblemática e mais polêmica: a hidrelétrica de Belo Monte. Ontem, o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, pediu demissão alegando motivos pessoais, mas a informação do Blog Político da “Época” é que ele saiu por discordar da licença de Belo Monte. Já houve outros episódios de desabamento no Ibama por causa da mesma hidrelétrica.

As cidades brasileiras não estão preparadas para o momento atual, o que dirá do futuro que os climatologistas prenunciam e alertam. A arquiteta e urbanista da Unicamp Andrea Ferraz Young me disse ontem que tudo foi feito errado no passado na ocupação do espaço urbano:

— Nunca foi considerado o funcionamento do sistema de margens dos rios e das várzeas, a vegetação foi suprimida sem planejamento. Toda a lógica das bacias e microbacias foi ignorada. As margens dos rios que deveriam ter matas ciliares foram cimentadas e concretadas. Os rios que serpenteavam foram transformados em canais retos. As galerias foram mal dimensionadas. O lixo obstrui tudo. Aí, quando vem a chuva, o solo não consegue absorver a água, e aumenta o volume que cai nos canais, que eram rios. Por não ter obstáculos, a água corre com mais velocidade e se transforma em enxurrada.

Ela acha que diante do aviso dos climatologistas de maior intensidade dos eventos extremos, é preciso repensar seriamente o espaço urbano. Uma das ideias mais óbvias e de mais difícil execução é a remoção de quem mora em área de risco:

— É preciso criar dentro das cidades áreas verdes para que o solo possa absorver a água, reduzindo o impacto da chuva, e, nas secas, elevar a umidade dos centros urbanos.

Tudo parece simples e é adiado. Só que o país corre contra o tempo. A Austrália parece um espelho avançado dos riscos que corremos com as mudanças climáticas. Teve quatro anos de secas extremas, consideradas as piores da história do país. Agora tem uma enchente que provocou em algumas áreas fenômenos chamados de “tsunami interno”. Brisbane, a terceira maior cidade do país, ficou submersa. O prejuízo já se conta em bilhões de dólares e o governo alerta que a população se prepare para o pior.

É neste contexto global de mudança do regime hidrológico que se pensa em construir às pressas e a manu militari hidrelétricas na nossa parte da maior floresta tropical do planeta. Belo Monte para ser construída terá que acabar com o que é hoje chamado de a Grande Volta do rio Xingu. Vai remover mais terra do que o necessário para fazer o Canal do Panamá. Terá uma instabilidade já prevista de geração de energia. A capacidade instalada será de 11 mil megawatts, na média pode ser de 4.000, se tanto. Mas pode-se chegar a apenas mil megawatts em alguns períodos do ano. Não estão bem dimensionados os custos fiscais, o governo estatizou o risco econômico através das empresas, do financiamento e dos fundos de pensão. Já os riscos ambientais não podem ser devidamente avaliados porque cada vez que o Ibama tenta fazer isso rolam cabeças. Foi assim que aconteceu em dezembro de 2009 com o então diretor de licenciamento Sebastião Custódio Pires e com o coordenador de infraestrutura e energia Leonildo Tabaja. Logo depois, em janeiro de 2010, o Ibama foi chamado à Casa Civil e enquadrado. Que o licenciamento saísse. Publiquei aqui neste espaço no dia 17 de abril, na coluna “Ossos do Ofício”, a reprodução dos documentos em que o Ibama foi simplesmente atropelado para dar a licença prévia. Agora querem a licença de instalação da mesma forma. A construção de Belo Monte enfrenta oito ações do Ministério Público.

Que país é este, que mesmo diante dos alertas da Natureza de que todos os riscos ambientais precisam ser bem avaliados porque o clima está mudando de forma acelerada, acha que se deve soterrar as dúvidas com uma barragem de autoritarismo? Que país é este, que acha que pode continuar ocupando o espaço urbano sem planejamento, não corrigir os erros do passado e contratar a repetição de tragédias? Ontem, o Bom Dia Brasil mostrou que moradores estão voltando a morar no Morro do Bumba, em Niterói, que desabou porque era uma favela feita sobre um lixão. Que país canta “Às margens do Ipiranga”, mas soterra o Ipiranga sobre concreto, como fez com inúmeros outros rios, córregos, riachos? Se você mora em tal país, está na hora de exigir que ele comece a mudar. É uma questão de tempo...  Leja mais: 
Estado do Mundo 2010 - WWI